A arte de Sayaka Ganz

Nascida em Yokohama, Japão, a artista Sayaka Ganz demonstra, através do seu minucioso
trabalho, um universo paralelo de beleza e inspiração contido em materiais descartados.
Utilizando objetos de plástico como principal fonte de matéria prima, na mesma medida
em que os recicla acaba também por criar explosões magníficas de cores, formas e movimento. Com várias exposições em diferentes lugares do mundo, Sayaka já morou em
Hong Kong, Brasil e Estados Unidos. [Revista ARes, Edição #2 (Agosto 2015)]

avesayaka

ARES: Você é adepta do shinto (crença e adoração das forças da natureza). Como essa filosofia interage com a sua arte? Existe essa influência?

SAYAKA: Fico muito triste por todas as coisas descartadas e indesejadas que parecem vir de toda parte nos dias de hoje. Eu me interesso por esses itens porque tenho raízes Shinto. Eu quero utilizar o que eu puder desses objetos e fazer algo que seja belo, vivo, algo com que as pessoas possam se relacionar de uma forma nova.

ARES: O que você quer provocar nas pessoas que virem as suas obras?

SAYAKA: Desejo que aqueles que observarem minhas esculturas experimentem a beleza do mundo natural expressa através de objetos artificiais. Quero que meus espectadores se apaixonem novamente pelo mundo natural, de modo que todos nós desejemos proteger e preservar nosso belo planeta Terra.

ARES: Por que o plástico atrai o seu interesse e como esse material se comporta? Do ponto de vista técnico, quais são as dificuldade?

SAYAKA: Eu adoro a leveza dos objetos plásticos, facilita na hora de suspender a escultura e são fáceis de carregar. Plásticos também estão disponíveis em todos os tipos de cores e, se você acender uma luz dentro, muitos deles brilham lindamente, como se fossem vitrais. O plástico tende a ficar quebradiço e frágil quando submetido a estresse, e não dura para sempre, pelo menos não no mesmo formato. Depois de uns anos, começa a quebrar-se, derreter ou desbotar. Se exposto à luz ultravioleta, a deterioração se acelera.

ARES: Você já morou no Brasil. Como foi a experiência?

SAYAKA: Minha família mudou-se para São Paulo quando eu tinha 9 anos de idade, e moramos lá por uns quatro anos e meio. Meu irmão caçula nasceu em São Paulo. Eu adorava o colorido da natureza e a maneira alegre e expressiva de os brasileiros falarem. Tudo parecia gigante se comparado aos equivalentes japoneses, inclusive os insetos, veículos e plantas!

Leia a entrevista completa. Adquira seu exemplar ou baixe o PDF completo da Revista ARes Edição #2 aqui.

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